MARTES 28 DE OUTUBRO, PALESTRA DE JOSÉ-MARÍA MONTERROSO DEVESA: “APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO” (O FACHO)


Desde a Agrupación Cultural O Facho  vos comunicamos a celebración  do seguinte acto, dentro das Palestras públicas do cuarto trimestre de 2025.

O vindeiro día 28 de outubro o escritor José-María Monterroso Devesa impartirá unha palestra co título: “APELIDOS GALEGO-PORTUGUESES NO MUNDO

Data: 28 de outubro, martes

Hora: ás 8 do serán

Lugar: Portas Ártabras – Rúa Sinagoga 22 baixo. Cidade Vella – A Coruña

Já temos dito que inda morto un idioma, perduraría (tal na toponímia) na onomástica dos indivíduos que integraram o povo e/ou a naçom originarias. Porque muitos dos nomes de família da Galiza formam parte, por mor da secular emigraçom que nos desangra, do acervo humano e cultural de multitude de países do mundo”.

José-María Monterroso, nado na Corunha, viveu no Uruguai dos antepassados maternos, dos 6 aos 19 anos, os primeiros 11 na cidade de Tacuarembó, cerca da fronteira brasileira, onde culminou os estudos de piano e de bacharelato, iniciando, a continuaçom, os de Direito na Universidade da República (Montevidéu). Ingressou na funçom pública (onde cumpriu 33 anos de serviços), sendo destinado sucessivamente a Madrid, Cáceres, Xixón e Corunha, onde ficou desde 1973.

Escritor, poeta, articulista e activista cultural, Monterroso destaca pelo seu labor na recuperaçom da memória histórica e na divulgaçom do património galego. Como ele mesmo lembra, “..no meu retorno à Terra eu vinha procurando A Corunha… e podo dizer que descobrim a Galiza, a começar pola nossa fala”.

É um dos principais investigadores da genealogia galega na emigraçom, especialmente na Argentina e o Uruguai, e membro do Patronato da Cultura Galega de Montevideu. Promotor de iniciativas como os itinerários literários do cemitério de São Amaro, também desenvolveu um amplo labor na rádio, imprensa e ámbitos académicos, sempre tendendo pontes entre Galiza e o Uruguai, países que partilha como fogar.Foi presidente da A.C. O Facho e co-fundador da AELG e da AGAL. Desde a poesia (assinada como José Devesa) foi evoluindo cara ao ensaio (passando muito fugazmente pola narrativa curta), nos últimos anos concretado à ciência genealógico-onomástica. Entre os premios recibidos cómpre sinalar os de conto, em Guimarães (1975, Associaçom Convívio), de ensaio, em Montevidéu (1986, Patronato da Cultura Galega), como animador cultural, na Corunha (1993, Associaçom de Livreiros) e pola trajectória, em Montevidéu (2004: Vieira de Prata, Patronato da Cultura Galega).